sexta-feira, 4 de abril de 2008
domingo, 30 de março de 2008
- Nuno Álvares Pereira é um dos cavaleiros portugueses mais conhecidos da nossa história, não só pela sua bravura, mas por toda a história da sua vida.
- Filho de uma família fidalga, Nuno Álvares Pereira nasceu a 24 de Julho de 1360 e tinha pouco mais de 20 anos quando se deram as suas grandes aventuras contra os exércitos castelhanos.
- Com apenas 13 anos entrou para a corte do rei D. Fernando, sendo então escolhido para ser escudeiro da rainha D. Leonor Teles ao mesmo tempo que aprendia tudo sobre a guerra e as armas com um tio. Pouco tempos depois foi logo armado cavaleiro.
- Casou-se com apenas 16 anos. Pois é, nesse tempo era mesmo assim! Casou-se por conveniência dos pais em 1376, com D. Leonor de Alvim. Também esta situação era muito comum na época.
Durante a crise de 1383, provocada pela morte de D. Fernando, colocou-se ao lado do Mestre de Avis, que parecia mais preocupado em defender os interesses de Portugal do que D. Leonor Teles, a regente do reino. - D. João, Mestre de Avis, chamou-o para o conselho do governo e mais tarde, durante as cortes de Coimbra, nomeou-o Condestável do Reino, um cargo criado pelo rei D. Fernando.
Entre 1383 e 1385 liderou o exército português a várias vitórias, sendo as mais conhecidas as da Batalha de Aljubarrota e da Batalha dos Atoleiros, onde usou a técnica do quadrado.
Esta técnica baseou-se numa estratégia militar usada por Alexandre Magno em exércitos maiores, e que Nuno Álvares Pereira tinha descoberto há pouco tempo num livro. Decidiu adaptá-la e resultou! - Em 1388 iniciou a edificação da capela de São Jorge de Aljubarrota e, em 1389, a do convento do Carmo, em Lisboa, onde se instalaram os frades da ordem do Carmo, no ano de 1397.
- Tornou-se rico e poderoso, mas soube dividir com os seus companheiros de armas grande parte das terras que lhe foram doadas. No fim da vida, teve o cuidado de repartir também pelos netos os seus domínios e títulos.
- Sabias que a sua vida de soldado não acabou com a crise de 1383/85?Ainda participou na conquista de Ceuta, em 1415, onde mostrou novamente o seu grande valor.
- Nunca perdeu uma batalha que fosse liderada por si. Conta-se que a sua espada, que tinha o nome de Maria gravado, lhe dava a devida protecção.
- Nuno Álvares Pereira acabou a sua vida ligado à Igreja. Depois de se tornar viúvo entrou para o Mosteiro do Carmo em 1423, por ele fundado, mudando o nome para frade Nuno de Santa Maria.
- Por ter dedicado os seus últimos dias à Igreja e a ajudar os mais pobres, depois da sua morte, em 1431, o povo começou a chamá-lo de Santo Condestável.Este título nunca foi verdadeiro, mas ficou perto com a sua beatificação em 1918.
- Uma das filhas de Nuno Álvares Pereira casou com D. Afonso, um dos filhos de D. João I, dando início à Casa de Bragança, uma família que reinou em Portugal e da qual é descendente D. Duarte de Bragança.
Símbolo da Ordem de São Bento de Avis: em campo de prata, cruz flordelisada de verde
sexta-feira, 28 de março de 2008
Os monges guerreiros das Ordens militares do Templo, dos Hospitalários, de Calatrava (mais tarde Ordem de Avis) e de Santiago de Espada desempenharam um papel muito importante nas lutas da Reconquista cristã.
O grão-mestre de cada Ordem exercia a autoridade máxima nessa ordem.
Contrariamente aos outros militares, os monges guerreiros não recebiam remuneração, tendo de viver dos rendimentos próprios das suas ordens.
Infantaria na Batalha de Aljubarrota
A infantaria na Idade Média era constituída pelos homens a pé que acompanhavam os fidalgos e os prelados nas hostes, os peões vindos dos concelhos e que se situavam hierarquicamente abaixo dos cavaleiros-vilãos. Eram peões aqueles que não tinham bens suficientes para possuírem cavalo. A seguir viriam os besteiros do conto, também a pé.
Armados de lança ou de pique, os peões constituíam a melhor tropa de infantaria. Consoante os seus rendimentos, eram obrigados a ter espaldeira, gorjeira, escudo e lança, ou besta.
Os besteiros eram em menor número porque a besta era mais dispendiosa e, também, de manejo mais difícil. O escudo (cetra), os dardos, o arco para flechas, os virotões, os fundos, os punhais, etc. eram também utilizados pelos peões.
A besta usada pela infantaria era a besta de polé. Era pesada e por isso, como os arcos muito mais leves, os arqueiros levavam vantagem relativamente aos besteiros. Também existiram besteiros a cavalo, utilizando a besta de Garrucha, que era muito mais leve do que a besta de polé.
As bestas lançavam seras, virotões e balas de barro ou de chumbo. Os besteiros, para se protegerem, apoiavam no chão os seus escudos. Era variável a relação entre o número de besteiros e o dos peões, beneficiando os primeiros de maiores regalias e de mais importância social. Provindos dos mestres (ou ofícios) os besteiros exercitavam-se no manejo das suas armas atingindo grande destreza a atirar com as bestas.
Na batalha de Aljubarrota interviram 900 besteiros e 4000 peões, isto é, aí a proporção era de 1 para 5. Mas, ao penetrar em Castela, D. João I levou consigo 2000 besteiros e 4000 peões, pelo que a proporção passou a ser de 1 para 2.
quarta-feira, 19 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
O clero era o grupo social mais poderoso, por ser o mais instruído, possuir muitas terras e aconselhar o rei nas suas decisões.
Tinha privilégios importantes:
Obedecia apenas às leis da igreja; só podia ser julgado por juízes da igreja que também julgavam os casos de heresia (quem praticava outra religião que não a católica); magia; juramento falso, etc.
Gozava do direito de asilo; quem se refugiasse na igreja ou no mosteiro não podia ser preso;
Não pagava impostos;
Recebia rendas;
O clero dividia-se em
· clero secular que era constituído pelos padres que estavam normalmente à frente de uma paróquia (território, população subordinada eclesiasticamente a um pároco) e os bispos dirigiam a diocese (circunscrição territorial que está sob a jurisdição de um bispo, de um arcebispo ou de um patriarca. Viviam junto da população, nas aldeias e nas cidades. Nas catedrais ou sés, com o bispo viviam membros do clero secular.
· Clero regular assim chamado por seguir as regras da sua ordem religiosa: rezavam, cantavam os salmos, liam textos da Bíblia biografias dos santos a determinadas horas do dia. Liam ainda um capítulo das regras, que era constituído por ordens religiosas formado pelos frades, monges e freiras que viviam dentro dos mosteiros ou conventos, dirigidos por um abade ou uma abadessa. A vida era regulada por um conjunto de normas, a regra a que todos tinham de obedecer. Ao longo das vinte e quatro horas do dia, o sono e os trabalhos dos monges eram interrompidos por orações. Rezar era a principal função do clero. Como rezavam a certas horas, em conjunto, esses momentos dividiam o tempo e serviam, por isso, de relógio. Vivia em Mosteiros.
Também fazia parte do clero regular as ordens religiosas e militares pertencem a esta categoria e eram formadas pelos monges guerreiros que também eram cruzados.
Estes monges tinham como missão combater por todos os meios contra os infiéis.
Em Portugal, as ordens militares tiveram uma grande importância na época da Reconquista. Pela sua ajuda, receberam dos reis portugueses importantes recompensas. Em especial a sul do Tejo, o rei deu-lhes o direito de ficarem com a maior parte das terras que reconquistassem aos Muçulmanos.
Entre as principais ordens religiosas militares temos as de Santiago, do Templo (Templários), do Hospital (Crato) e de Calatrava (Avis).