domingo, 10 de fevereiro de 2008

Clica na imagem do brasão de D. Afonso Henriques e procura também tu o teu brasão...

BRASÃO
Na europa da idade média, no calor das batalhas, viver ou morrer dependia de saber distinguir o amigo do inimigo. Essa era uma tarefa difícil, com os cavaleiros cobertos por armaduras. Assim, cada combatente costumava decorar seu escudo e sua túnica com um distintivo único, que o diferenciava dos demais. Surge então a heráldica, nome proveniente do inglês "heralds", que eram os homens encarregados pelos reis para desenhar os brasões.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008


Festa de Carnaval

clica na imagem e descobre curiosidades sobre o Carnaval...




domingo, 27 de janeiro de 2008

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008







Grupos Sociais


Completa o texto seguinte, preenchendo os espaços em branco com as palavras do quadro.

. impostos . privilegiados . Clero regular . Ricas . População . Exército . Religiosas . desfavorecido . nobreza . bispo . padres . povo . religiosas-militares . rezar . clero . clero secular . mosteiros-fortaleza . combater . impostos . propriedades . justiça


1. No século XIII, a sociedade estava dividida em três grupos: ____________, _________ e ________. O clero dividia-se em ______________, constituído pelos _____________ que estavam sob as ordens do _______, e em ___________, formado pelas ordens _________ que viviam em ______________. A principal função do clero era _____________ pela salvação de toda a população.
A nobreza era constituída pelas famílias mais ______________. Era a dona de grandes propriedades. A sua função era ________________.
O povo representava a maioria da ____________________________. Trabalhava para se sustentar a si e aos outros grupos sociais. Era o grupo mais ______________.O clero e a nobreza eram os grupos sociais _______________, pois não pagavam ______________ possuíam grandes _____________, aplicavam a _____________ erecebiam ____________ pagos pelo povo que vivia nas suas terras. Podiam também ter _______________ próprio.

Acima dos grupos sociais encontrava-se o rei, a autoridade máxima do reino. Mas o rei, quando tinha que tomar decisões muito importantes, convocava as Cortes.

2. Explica o que eram as Cortes.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Vem conhecer um Castelo




Como sabes, nesta época havia muitas guerras. Os reis chamavam os cavaleiros para que estes os ajudassem e recompensavam-nos pelos serviços prestados. Por vezes, entregavam-lhes terras para eles defenderem e povoarem. Normalmente, era necessário mandar construir um castelo para se defenderem.

Os castelos protegiam, com as suas muralhas, as populações dos ataques dos inimigos. Situavam-se sempre em sítios estratégicos, como, por exemplo, em pequenas elevações ou em locais onde os rios eram mais fáceis de atravessar.

UMA TORRE DE MENAGEM
Era a principal e a mais alta de um castelo. Podia servir de morada do rei, do senhor do castelo ou do alcaide e estava rodeada por grossas muralhas. Assim, quando os atacantes conseguiam entrar dentro do castelo, os defensores fechavam-se todos nessa torre e era aí que havia as reservas de alimentos e um poço cheio de água, chamado cisterna. A escada da torre era em espiral, a fim de dificultar a subida dos atacantes. O salão nobre, que aí ficava, era a maior e a mais movimentada sala do castelo. O salão nobre, que aí ficava, era a maior e a mais movimentada sala do castelo. Nos dias mais frios acendiam-se enormes lareiras onde crepitava o fogo, mas como não havia chaminés, a sala ficava cheia de um fumo sufocante e perigoso.

AS TORRES
Cada torre possuía duas entradas: a que ficava em baixo dava para o pátio interno ou praça de armas; a que ficava no alto só comunicava com o caminho da ronda.
OS TORREÕES
Eram as torres altas e largas que faziam a defesa do castelo.

A ILUMINAÇÃO INTERNA
As janelas eram protegidas com grades de ferro e forneciam, durante o dia, quase toda a iluminação. À noite, havia apenas a vaga luz da boca da lareira e, então, era necessário acender lamparinas e velas de sebo que eram, geralmente, colocadas nas consolas (peças salientes) inseridas nas paredes e que existiam ao redor de toda a sala.

ver o site:






D. Afonso Henriques saiu vencedor de várias lutas contra o rei de Leão e Castela. Por isso, em 1143, conseguiu negociar um acordo de paz - o tratado de Zamora - com o qual obteve a independência. Deixou, pois, de estar ao serviço daquele rei e de lhe obedecer. O Condado Portucalense tornou-se, assim, um reino - Portugal. Um reino é um território governado por um rei, e são muitas as tarefas que ele tem que desempenhar. Um rei também pode ser chamado monarca, por isso, dizemos que Portugal foi uma monarquia até 1910.
Mas, para que todos os reis da Europa aceitassem a monarquia portuguesa, ela precisava de ser reconhecida pela Papa - o chefe de todos os cristãos. Ora, só em 1179 o Papa considerou Portugal um reino independente. Para esta decisão foi importante a acção do nosso primeiro rei na luta contra os Mouros.

Funções do Rei
:
- Era o chefe dos exércitos;
- Fazia as leis;
- Governava o reino;
- Decidia da paz e da guerra;
- Aplicava a justiça.

COMBATES CONTRA OS MUÇULMANOS
No avanço para sul, D. Afonso Henriques tomou de assalto os castelos de Leiria e Santarém. A tomada de Lisboa era muito importante para avançar na reconquista cristã. Esta cidade era rica, tinha uma boa localização geográfica e estava fortemente defendida. Por isso, a sua conquista exigiu muitos homens, armas e até a ajuda dos cruzados (guerreiros cristãos vindos de vários reinos cristãos da Europa e que participavam em várias batalhas para combater os mouros).


TEXTO - A conquista de Lisboa aos Mouros
No dia 1 de Julho de 1147 montámos em volta de Lisboa as nossas tendas para cercar a cidade e conquistá-la aos mouros. Depois fizemos alguns assaltos às muralhas do castelo. Até ao dia 1 de Agosto fomos passando o tempo na construção de torres. Uma das nossas torres, quando era levada para o pé da muralha, foi queimada pelos inimigos.
Os Mouros, tendo juntado em cima das muralhas uma quantidade incrível de madeira com azeite, lançavam-na sobre a nossa máquina para a fazer arder. Outros, ainda, faziam cair sobre nós uma imensa quantidade de pedras.
Por cinco vezes tentámos escavar túneis para fazer cair a muralha, mas fomos sempre afastados e obrigados a recuar.
Os Mouros provocaram-nos muitos mortes. Mas com as catapultas e com as setas, também os castigámos.
Dentro do castelo a fome era cada vez maior, por isso, alguns mouros, às escondidas [...] vinham entregar-se aos nossos.
A 21 de Outubro, os mouros de Lisboa renderam-se aos cristãos.

Conquista de Lisboa aos Mouros, Narrações pelos Cruzados
Osberno e Arnulfo (Adaptado)


Lê o texto

PENSA E RESPONDE
1. Quando se iniciou o cerco de Lisboa?
2. Que construíram os Cristãos para assaltar o castelo dos Mouros?
3. Como se defenderam os Mouros?
4. Como planearam os cristãos derrubar as muralhas?
5. Que outras armas utilizavam ainda os Cristãos para atacar os Mouros?
6. Quanto tempo demorou o cerco a Lisboa?
7. Afinal, o que levou os Mouros a renderem-se?
Vai ao site:

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/6.novo_reino_1_cloze.htm


sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

domingo, 9 de dezembro de 2007

D. Afonso Henriques e a Luta pela Independência

D. Henrique e D Teresa


A Reconquista Cristã, ou seja, as lutas travadas pelos Cristãos contra os Muçulmanos para voltarem a conquistar as terras perdidas, foi um processo lento e díficil que demorou quase oito séculos.

A Reconquista Cristã avançou de norte para sul e durante essas lutas os cristãos de vários pontos da Europa vieram ajudar os povos peninsulares cristãos. Esses guerreiros cristãos lutavam contra os Muçulmanos, que eram os seus inimigos religiosos. Os Cristãos usavam uma grande cruz de pano por cima da armadura. Por isso tinham o nome de cruzados. Os cruzados eram os guerreiros cristãos vindos de outros reinos da Europa para combater os Muçulmanos.


À medida que as terras iam sendo conquistadas, os reis cristãos dividiam-nas em grandes regiões, que entregavam a cavaleiros cristãos, os cruzados como recompensa pela ajuda prestada na luta contra os mouros. Estes territórios chamavam-se condados (um condado era um conjunto de terras dadas pelo rei a um conde para combater os Muçulmanos).

Os condes, os senhores dos condados, tinham muitos poderes, mas dependiam dos reis, a quem tinham de prestar alguns serviços.


A FORMAÇÃO DO CONDADO PORTUCALENSE

No século XI, o rei de Leão, Afonso VI, foi ajudado por dois nobres cavaleiros franceses. Primeiro chegou D. Raimundo e mais tarde D. Henrique de Borgonha. Condado da Galiza;

- D. Henrique recebeu em casamento uma outra filha do rei D. D. Teresa, e o governo do Condado Portucalense, que era um território situado entre o rio Minho e o rio Mondego.


Em 1096, (há cerca de 900 anos) D. Henrique governava o Condado Portucalense, mas não era independente, porque devia obediência ao rei de Leão.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A RECONQUISTA CRISTÃ


REINO DE LEÃO E GALIZA

O Reino de Leão ocupava o território que abrangia a Galiza e veio a chamar-se REINO DE LEÃO E GALIZA.

D. Afonso VI ficou a governar os reinos de Leão e Castela. Fundou o Condado Portucalense, que abrangeria o território compreendido entre os rios Minho e Mondego. A designação de Portucalense, antiga Cale, povoação situada junto à foz do rio Douro, onde fica actualmente a parte ribeirinha de Vila Nova de Gaia.

O cavaleiro Vímara Peres reconquistou Portucale (Porto), em 868, de que foi o primeiro governador. A povoação de Portucale foi-se estendendo e ocupou a região entre os rios Douro e Minho.

A palavra Portucale (do latim portus, porto, e Cale) deu origem ao nome de PORTUGAL.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

RESISTÊNCIA E RECONQUISTA CRISTÃ

O avanço dos Mouros foi rápido, mas no Norte da Península Ibérica tornou-se mais díficil vencer os Cristãos, porque estes se refugiaram numa zona de montanhas - as Astúrias. Os cristãos organizaram-se e atacaram os Mouros tentando recuperar as terras perdidas. Este processo de recuperação das terras chama-se a RECONQUISTA CRISTÃ, foi feito com muitos avanços e recuos, e demorou quase oito séculos.


REINO DAS ASTÚRIAS

Nas serranias das Astúrias, no Norte da Península, refugiaram-se as populações cristãs chefiados por Pelágio. Aí se organização um exército para combater os Muçulmanos, que são vencidos na batalha de Covadonga ou Cangas de Oniz. Pelágio foi aclamado rei das Astúrias.
Formou-se, assim, o primeiro reino cristão das Astúrias.
Cronologia
711 - Chegada dos Árabes à Península Ibérica e derrota dos Visigodos Cristãos na batalha de Guadalete;
722 - Os Cristãos derrotaram os Árabes na batalha de Covadonga. Como resultado deste acontecimento criou-se o pequeno REINO DAS ASTÚRIAS, com a capital em Oviedo;
868 - Reconquista cristã do Porto;
1147 - Conquista de Santarém e Lisboa aos Mouros;
1249 - Os Muçulmanos foram expulsos para sempre do território português;
1492 - Os Muçulmanos foram expulsos da Península Ibérica.
Pensa e responde:

1. O que foi a Reconquista Cristã?

sábado, 1 de dezembro de 2007

A ocupação Muçulmana




QUEM ERAM OS MUÇULMANOS

No século VII, a Península Arábica era uma região de terras muito secas e muito pobres. Era habitada por vários tribos (grupos de famílias com um chefe comum) nómadas que se dedicavam à pastorícia e ao transporte de mercadorias através dos desertos, em caravanas de camelos.



UMA NOVA RELIGIÃO

Maomé, um comerciante que tinha viajado por toda a região do Mar Mediterrâneo, ao completar quarenta anos isolou-se no deserto para meditar.

Maomé afirmou ter tido uma revelação divina durante essa meditação. A partir daí, pregou uma nova religião - o Islamismo - que considera Alá como seu único deus. Os que a seguiram - os Muçulmanos - aceitaram Maomé como seu profeta.

Os principios da religião do Islamismo estão reunidos num livro sagrado - o Alcorão.


Em 711 um exército muçulmano, comandado por Tárique invadiu a Península Ibérica atravessando o Estreito de Gibraltar. Este exército venceu os Visigodos e ocupou quase toda a Península Ibérica. Quase toda...Na verdade, uma pequena faixa de território no Norte da Península resistiu aos Muçulmanos. Nesse território, as Astúrias (no Norte de Espanha), os cavaleiros cristãos visigóticos continuaram a luta. Alguns anos mais tarde, começaram, lentamente, a reconquistar o território perdido.

Ora a partir do século VIII (há cerca de 1300 anos), a Península Ibérica estava quase toda sob a autoridade muçulmana. Os muçulmanos eram um povo culto e avançado. A sua permanência entre nós foi positiva. Desenvolveram a agricultura, introduzindo a azenha (moinho cujo mó é accionada pela força de um curso de água), a nora (aparelho para tirar água de poços) e o açude (construção em pedra ou em madeira para tirar água de ribeiros, que é depois usada na agricultura ou no abastecimento de aldeias e vilas), e frutas como o limão, a laranja, a amora ou o damasco. Desenvolveram ainda o artesanato e várias ciências (a Medicina, a Geografia, a Astronomia, a Matemática) que foram utéis para as futuras navegações dos nossos marinheiros.



A HERANÇA MUÇULMANA...


PALAVRAS DE ORIGEM ÁRABE

No vocabulário português muitas palavras de origem árabe, entre as quais o nome de muitas terras portuguesas começadas por Al.

- Alimentação - açorda, açúcar, aletria, chicharro, cherne, limão, xarope, azeitona, tremoço, arroz;

- Agricultura -alface, alfarroba, abóbora, alcachofra, azeite, laranja;

- Técnicas hidráulicas - azenha, nora, açude;

- Pesos/medidas - arroba (15 Kg), alqueire (15 ou 12 litros), almude (25 litros);

- Objectos de uso doméstico -alcatifa, almofada, alcofa, almotolia, enxoval, garrafa, jarra, tapete;

- Comércio - almocreve, albarda (sela), alfândega;

- Numeração - algarismo, zero.

e tantos outros. Enfim, há cerca de mil palavras de origem árabe, sobretudo as terras cujo nome começa por "Al".








CASAS ADAPTADAS AO CLIMA


No Sul da Península Ibérica continuamos a ver casas com características herdadas dos Mouros: terraços onde a chuva pouco intensa é conduzida para depósitos ou cisternas; paredes caíadas de branco que, ao reflectirem o sol, tornam as casas mais frescas.



Cidades diferentes


As cidades do Sul da Península tornaram-se muito activas e populosas. Os seus habitantes viviam apinhados em ruas tortas e muito estreitas, com escadinhas. As casas eram muito juntas e quase sem aberturas para o exterior. Certos bairros antigos de algumas povoações mostram ainda hoje esta influência mourisca (moura).



Texto 1 - Testemunhos de um muçulmano na cidade de Lisboa
As orações devem ser feitas, de preferência, na mesquita e em grupo. Cada oração tem a duração de cinco a dez minutos e os crentes tentam ajustar os seus horários à sua prática religiosa. No meu caso é assim: como a primeira oração (Fajr) deve ser feita antes do nascer do sol (por volta das 7.00 horas), faço-a antes de sair de casa. A segunda (Zuhr), quando o sol atinge o zénite (por volta das 14.00 horas), faço-a na pausa do almoço. A terceira (Asr) deve ser feita antes do pôr do sol (por volta das 4.00 - 4.30 horas). É a única que colide com o meu horário de trabalho. Aproveito para fazer uma pausa no trabalho, para rezar. A quarta (Maghrib) é a seguir ao pôr do sol (por volta das 19.00 horas) e já a faço em casa, com a família. A quinta (lsha), por volta das 20.15, faço-a igualmente em casa, com a família. Quando não estou a trabalhar, tento fazer algumas das minhas orações na Mesquita de Lisboa.


Os cinco deveres do crente muçulmano




  1. Adorar Alá como único Deus e reconhecer Maomet como Seu profeta;


  2. Rezar cinco vezes por dia, na direcção de Meca;


  3. Ir em peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida;


  4. Jejuar no mês do Ramadão;


  5. Praticar a caridade islâmica;


  6. Dar esmola aos mais pobres.

Podes ficar a saber mais em: http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/5.4.htm


Podes também fazer as seguintes actividades na Net:


http://members.tripod.com/catrineta2/teste-5.htm


http://www.ribatejo.com/hp/